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quarta-feira, 21 de março de 2012

Museus de Nova York

Ir a Nova York única e exclusivamente para fazer compras ou para assistir um espetáculo na Broadway, com o perdão de meu francês, é uma idiotice. Além da arquitetura diversificada em toda a cidade, o que por si só já  é uma grande exposição a céu aberto,  a Grande Maçã tem diversos museus. Os mais famosos são o MoMa (Museu de Arte Moderna), o Guggenheim (também de arte moderna), o Metropolitan (uma espécie de versão resumida do Louvre, de Paris) e o Museu de História Natural (com seus famosos fóceis pre-históricos e muito mais).

Além desses museus, há diversos outros menores, mas de igual importância para engrandecimento cultural, como o Museu do Design, o museu do Holocausto, o Museu de Cera da Madame Tussauds e o Museu do Sexo. Sim, do Sexo! Isso sem falar no Intrepid, um porta-aviões aposentado que exibe várias aeronaves e veículos militares (e até Civis, já que em seu deck está "pousado" um concorde!). 

Então, prepare-se para viver uma grande aventura cultural em Manhatam! Descanse bem a noite pois disposição física será requerida para percorrer todas as alas dos museus, principalmente o Metropolitan e o História Natural.


MoMA

O MoMa fica bem pertinho do Rockfeller Center e é uma boa agendar a visita para o mesmo dia. Caso queria economizar para gastar em compras, dê preferência para as sextas-feiras a tarde. Como eu já disse no post passado, a loja Target patrocina a entrada as sextas-feiras depois das 16h. Como o museu só fecha as 22h, tem tempo de sobra para apreciar a nata da arte moderna. Pollock, Picasso, Van Gogh, Matisse... Todos esses pintores têm quadros lá. Isso sem falar de esculturas e instalações inusitadas. Sim, tem fila, sim é cheio. Mas para economizar 20 doletas no ingresso, vale o esforço (que nem é tanto, vai...).

A fachada do museu.

I love NY!


Metropolitan

Tido como um dos mais importantes museus da cidade, o Met, como é conhecido pelos newyorkers, fica coladinho no Central park, na Quinta Avenida, a apenas alguns metros do Guggeiheim. Não precisa se preocupar com o valor do ingresso, que é sugerido em US$ 25. Você paga o quanto quiser, até um dolar. Eu e Ana demos US $ 5 e ninguém fechou o sorriso! Ao entrar, à esquerda do hall principal, já estamos dentro do Egito Antigo e isso já valeria pagar o ingresso inteiro. SEN-SA-CIO-NAL! As alas Medieval e Roma e Grécia antigas também são estupendas. É um museu para se passar o dia inteiro! Pode-se sair para almoçar e entrar novamente; é só não retirar o pin passaporte da camisa. Agora, se sua visita precisa ser cronometrada, pegue um mapinha do museu, disponível na entrada, e marque as atrações que quer ver; vai lhe economizar um bom tempo.



Se quiser, você ainda pode estender sua visita ao The Cloisters, o museu medieval que faz parte do Met. Se você for no mesmo dia (é meio longe do Met, mas de metrô se chega a toda a cidade! lembra do Metrocard? pois use-o!), não precisa pagar outro ingresso. Nós, infelizmente, não conseguimos ir. Fica para a próxima!

American Museum of Natural History

Outro museu que merece dedicação na visita. É para se perder lá dentro. Fósseis de dinossauros e também de mamíferos pre-históricos são a grande atração do museu, que ainda tem um planetário magnífico! A ala sobre a evolução humana é um espetáculo a parte. E ele fica em frente ao Central Park, na Central Park West Ave., e é só sair de lá e curtir um passeio ao ar livre no parque, como fizemos.

Bubba?

Evoluindo...

Meu dino favorito!

Guggenheim

Seis quadras antes do Met (seguindo o fluxo do trânsito), na quinta Avenida, fica o Solomon Guggeiheim Museum. Não fomos nele por estar com o tempo meio apertado (a nevasca que pegamos meio que alterou um pouco nosso roteiro), mas não poderíamos passar por ele sem tirar uma foto na frente, admirando sua arquitetura imponente. É o único museu dos grandes em NY que tem a entrada cobrada pra valer. Custa US $ 18. Se você tem o New York Pass, use-o aqui sem titubear! Infelizmente, como não entrei no museu, não posso dar mais dicas...


Museu do Sexo

Aproveitando um cupom comprado on-line (atente-se a essa palavra: CUPOM! cadastre-se no Groupon e em outros sites que garantem bons descontos na cidade), fomos conhecer esse curioso espaço na Rua 27 esquina com Quinta avenida. Em cinco andares, o simpático e inusitado museu mostra curiosidades sobre sexo ate entre os animais. É divertidíssimo! Vá sem preconceitos. No térreo há ainda a loja do museu, com vários produtos, desde lubrificantes aromáticos até livros de feitiços para conquistar o amor. E no sub-solo um bar temático com bebidas afrodisíacas. 


WTF?! Você teria essa escultura em casa?



The Intrepid

Este estava em nossa programação mas acabamos não tendo tempo de ir. Mas se puder, não perca a oportunidade de visitar um porta-aviões aposentado e sua exposição sobre as mais fantásticas máquinas de guerra (carros, foguetes, aeronvaes). Tem até um submarino nuclear (desativado, espero) ao lado, como um anexo ao museu.

 DiscoveryTimes Square

Nem só de espetáculos e neons vive a Times Squre. Ali na Rua 44, entre a 7a. e a 8a. fãs de história e ciência poderão visitar as exposições itinerantes no museu do canal de documentários mais pop do mundo! Quando fomos, visitamos a exposição CSI: The Experience, que compramos também com desconto do Groupon. Na exposição, você tem até três crimes para desvender, exatamente como um CSI (de Las Vegas). Essa mesma expo estava na Philadelphia, no Instituto Benjamin Franklyn, mas como já havíamos comprado o cupom para NY, lá fomos nós na fria e chuvosa manhã de sábado (que se transformou na geladíssima tarde de nevasca!) esclarecer um crime (e ainda ganhamos um diploma de CSI!!!).

Crime solucionado!


Museu de Cera da Madame Tussauds

Presente em algumas cidades mundo a fora, o museu de cera mais famoso do mundo fica na Rua 42, entre a  Sétimas e Oitava avenidas. É uma aventura ver seus ídolos e outras personalidades representadas (a maioria com perfeição absoluta!). Ótima oportunidade para tirar fotos! Fique a vontade!

Ao lado do Madame Tussauds fica o Ripley's Believe it or not (sim, o Acredite se quiser!), um museu com as maiores bizarrices do mundo! Não fui, mas o Hall de entrada já tem algumas peças legais. Tendo tempo, vale a visita, certamente!

Alô? Dilma?

Então, sr. Allen, meu marido é roteirista...

Bueller? Bueller?

Fique aqui com os vídeos de nossas visitas ao museus (o Met não pode filmar, mas dei um jeitinho de conferir algumas imagens). 

MoMa e Madame Tussauds



Metropolitan e História Natural



Museu do Sexo



Dicas:

Essas andanças todas poor Manhatam exige boa disposição, claro, e boa alimentação. Fuja do óvbio! Comer bem em NY é possível sim, e com pouca grana. Claro, um cachorro-quente na carrocinha ou numa lanchonete é boa pedida, um Mac Donald's ou burger King tentadores e até baratos. Mas existens bons restaurantes, até mesmo de Fast food, que fogem do trio sanduiche-batata-refri.

Pra quem gosta de Mexicano, o Chipotle tem lojas espalhadas por toda a cidade. Quer um feijão com arroz? Lá tem! E de primeira! Nós fomos no do Empire State Biuding. Bom atendimento e comida excelente. Ah, cuidado com a pimenta! Até a mais fraquinha é queeeente!

No Rockefeler Center tem uma praça de alimentação no subsolo, onde você acha Star Bucks (aliás, em cada esquina tem um!) e ao lado dele um excelente restaurante italiano. Você pode escolher a la carte, sentado à mesa, ou self service, onde você escolhe o que quer comer (recomendo da lasanha a bolonhesa!) e paga por item.

Quer beber algo saudável, um suco de verdade que não aquelas águas coloridas que só americano gosta? Vá ao PAPAYA KING! Suco de mamão com laranja de primeira, espremido na hora! Baratinho e com um ótio hot dog também! Nós fomos em um na Rua 86 esquina com Terceira avenida.


Próximo post: HALLOWEEN EM NY!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Explorando Manhatam

Nova York é dividida em Manhatan, a ilha principal no meio do rio Hudson, que a separa do estado de Nova Jersey a oeste, e onde estão as principais atrações da cidade, e mais outros buroughs no continente, ou zonas (como aqui temos zona norte, zona oeste, zona sul e zona leste), sendo eles Brooklyn, o Queens e o Bronx. Todos acessíveis via Metrô, pontes e barcas. Não cheguei a conhecer qualquer um deles nessa viagem e infelizmente não poderei dar dicas sobre esses locais (fica para a próxima!) Há ainda Staten Island, ao sul, para onde só pegue a barca (de graça!) num bate-e-volta para poder ver a Estátua da Liberdade (falarei sobre isso mais a frente).

Mapa de nova York e adjacências.

Manhatan por sua vez é dividida em downtwon - o centro financeiro, onde também está Chinatown, Little Italy e Tribeca -, midtown e uptown. Em Midtown estão os bairros do Soho, Noho, Chelsea, Greenwich Village e East Village. Lá também estão o distrituo dos teatros, a Broadway (que na verdade é uma enorme avenina que corta Manhatam de noroeste a sudeste) e a Times Square. Em uptown está o Harlen e Hamilton Heights (bairros também que dessa vez não conheci), além dos chiques Upper East Side e Upper West Side, endereço dos ricos, MUITO RICOS. Algo como Ipanema e Leblon, por assim se dizer.

Conhecer Manhatam bem exige boa disposição para caminhar e também conhecer o funcionamento do metrô e das linhas de ônibus (nem que seja para andar duas quadras quando muito cansado). E isso é muito fácil! Como eu já disse, garanta seu passe de uma semana para o metrô, que também dá direito aos ônibus da cidade, porque vale muito a pena. 

No nosso primeiro dia de exploração da cidade, por assim se dizer, fomos andando da Times Square, onde ficava nosso hotel, até a Rua 50 com Quinta avenida (uma caminhada de 7 quadras, que é muito pouco, acredite). Dá para ir de ônibus ou metrô, claro, mas queríamos ir a pé para sentir a cidade. E é um passeio muito agradável, principalmente para se aquecer no frio do outono anormal que pegamos no final de outubro! Lá visitamos a Catedral de Saint Patrick, linda e imponente (curiosamente em frente a Catedral tem uma estátua do deus Atlas, um deus pagão!).

Ingressos para o Top of the Rock são vendidos com hora marcada.

O Empire State visto do Top of the Rock.

Depois, subimos no Top of the Rock para vislumbrar a cidade de cima, num lindo dia de sol! O legal do Top of The Rock (o prédio mais alto do Rockfeller Center) é que além de termos uma visão mais ampla do Central Park, logo a sua frente, podemos ver de frente o Empire State! Magnífico! Pertinho do Top of The Rock, para quem quiser conferir, tem os estúdios da NBC, onde gravam pro exemplo o Saturday Night Live, e o Radio City Music Hall. Não fui a qualquer um deles. Depois fomos ao MoMA (era uma sexta-feira e o MoMa, as sextas depois das 16h, tem a entrada gratuita, patrocinada pela loja TARGET. Vale a pena a economia, mas prepare-se para filas e muita gente no museu).

Curta ai o vídeo dessa jornada!



No segundo dia de exploração, fomos conhecer o centro financeiro da cidade. Era domingo, então estava tudo mais calmo. Só não mais por conta do movimento Ocupy Wall Street. Lá na pontinha de Manhatan pegamos a barca para Staten Island para passar em frente a Estátua da Liberdade. De graça! Ai você me pergunta porque não fui até a Estátua. Eu queria simplesmente economizar tempo. A Estátua estava fechada, não daria para subir nela, apenas para ficar ali embaixo tirando fotos. Não era caro; custa US 12. Mas achei suficiente vê-la de mais ou menos perto, com a barca.  De lá seguimos para o Ground Zero, onde estavam as torres gêmeas derrubadas nos atentados de 11 de Setembro de 2001. Há o memorial às vítimas lá, mas não conseguimos entrar (os ingressos podiam ser tirados on line, mas estavam esgotados até o final do ano) Fica para a próxima.

Essa é a barca para Staten Island.

As novas torres gêmeas do WTC.

Depois de comprinhas da Century 21, partimos para conhecer a linda ponte do Brooklyn. Já exaustos, caminhamos até o primeiro pórtico, tiramos fotos, presenciamos uma marcha de protesto contra Wall Street na ponte, e voltamos. Exaustos, ainda tivemos disposição para conhecer a Washignton Square (bonita praça, com algumas esculturas ao ar livre) e seguimos para o Museu do Sexo (no próximo post). Terminamos o dia de aventuras subindo a noite no Empire State Building. Com o vento, a sensação térmica lá em cima era de zero grau, mas a maravilhosa vista de cima da da cidade valeu a pena. Você pode comprar dois ingressos diferentes para o Empire State. Um para o deck do 80o. andar, e outro para o do 88o. andar, que custa 8 dólares a mais e, sinceramente, não faria a menor diferença na altura (e na vista).

A ponte do Brooklyn. Tem que ter disposição!
O famoso touro de Wall Street.
Ingressos para o deck do 80o. andar do Empire State.

A cidade acesa vista do alto!

No terceiro dia, quando fomos ao Museu de História Natural, aproveitamos para atravessar o Central Park. No  sábado, dia em que estávamos programados para ir lá, nevou torrencialmente (a maior tempestade de neve em outubro dos uktimos 30 anos), o que fez com que a prefeitura fechasse todos os parques e praças da cidade por conta da queda de árvores e neve acumulada. Somente na segunda-feira pudemos apreciar o colorido de outono (com toques de branco da neve) no principal parque da cidade.

O lago do Central Park.
No sábado, nós ainda fomos visitar uma amiga que mora em Rye, ao norte no Estado de Nova York, a 30 minutos de trem a partir da Grand Central Station. Aproveitamos e conhecemos então mais esse ponto turístico da Grande Maçã que é a sua Estação Central de trens de subúrbio. Lembre-se de que a Penn Station é estação de trens da Amtrak, ou seja, é de lá que se parte da cidade em viagens de trem para outras cidades do país. Para ir para cidades-dormitórios ou subúrbios mais afastados, pega-se o trem na Grand Central, que, aliás, é linda tanto por dentro quanto por fora. Para chegar até lá pode-se ir até a pé a partir da Times Square, mas  claro que lá se chega também por metrô. Aliás, tem uma linha, o Shutle (S), que liga direto a Times Square a Grand Central. Perfeito.

Eis a Grand Central, para onde fomos em plena nevasca para pegar o trem.


Curta ai o vídeo dessa segunda jornada!



No próximo post, museus!

Dicas:

Por conta do frio, não peguei o ônibus de turismo que roda a cidade. Mas ele vale a pena para passear e também porque o deixa em todos os pontos turísticos, como na Filadélfia, podendo você descer e subir nele o dia inteiro sem ter que pagar novamente o ingresso.

O New York Pass vale a pena para quem for usa-lo por três dias. Eu não o comprei por conta de meu planejamento. Além do que eu achei que para aproveita-lo bem, em um ou dois dias, eu teria que fazer as coisas bem corridas e eu queria muito aproveitar ao máximo cada atração. O cartão precisa ser usado em dias corridos. Fica a critério de cada um.

Já o CityPass definitivamente não vale a pena, e digo porquê: ele é limitado a seis atrações da cidade. São eles Empire State, MoMA, Guggenheim, Museu de História Natural, Metropolitan e Estátua da Liberdade. Pode-se trocar a Estátua pelo Line Cruise, o tour de barco em volta da ilha, e o Guggenheim pelo Top of the rock. Colocando a ponta do lápis, não vale a pena porque tirando o Guggenheim, todos os museus são gratuitos ou têm a entrada sugerida (paga-se só um dólar se quiser), conforme falarei no post a seguir. Se pagarmos separados, por exemplo, o Empire States, a Estátua da Liberdade e o Guggenheim, desembolsamos US $ 62,00. O CityPass custa US $ 89. As outra atrações, como eu disse, são gratuitas normalmente (o MoMA é grátis as sextas após as 16h00). Preciso dizer mais algo?

É isso ai, até o próximo post!