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segunda-feira, 5 de março de 2012

Museus da Filadélfia

Philly tem muitos pontos turísticos, entre eles muitos museus. O mais famoso é o Museu de Artes da Philadelphia, aquele que ficou famoso com suas escadarias corridas por ninguém menos do que Rocky Balboa. Dono de um arcevo magnífico de pinturas, gravuras e esculturas de vários estilos, o museu, que tem a fachada pintada nas cores da cidade (amarelo e azul) e arquitetura neo-clássica, que remete aos templos romanos, recebe sazonalmente exposições internacionais. Quando estivemos lá, no final de outubro, a exposição era a Faces de Jesus, de Rembrant. Para isso, mesmo com o Philadelphia Pass, era preciso pagar US$ 14 a mais por pessoa para visitar a exposição. E foi um dinheiro muito bem investido. Infelizmente não se podia tirar fotos nem filmar a exposição (ao contrário do acervo fixo do museu), mas a lojinha do museu tinham muitos produtos legais  (e caros) a venda.

Entrada imponente do Museu de Artes da Filadélfia.
A estátua de Rocky.

A entrada principal do museu, ao final da Benjamin Franklyn Parkway, é linda demais e temos a visão geral do centro financeiro da cidade, com seus prédios imponentes. A fachada do museu é uma obra de arte a céu aberto, com seus afrescos romanos. A escadaria ou Rocky Steps é um personagem a parte; não tem como não dar uma de Rocky Balboa e as subir correndo. Não se preocupe em pagar mico; TODOS fazem isso. Assim como tirar uma foto com a famosa estátua de Rocky Balboa, que ficava ali em cima, desde a época do filme, mas que foi levada para um cantinho mais reservado, até mesmo para não desvirtuar o objetivo da visita, que é o museu, não a estátua (ok, para muitos pode ser).

Atrás do museu fica a Water Works, o reservatório municipal de águas. Tem um restaurante (que não fui, não posso opinar) e logo acima, coladinho no museu, um passeio muito bonito, com alguns gazebos. Ótimas fotos garantidas ai!


Reservatório de águas municipal, atrás do Museus de Artes da Philadelphia.

Instituto de Belas Artes da Philadelphia.

A tarde fomos ao Instituto de Ciências Benjamin Franklyn. Para quem não sabe, Ben Franklyn, além de ter descoberto uso prático para eletricidade (todo devem se lembrar da famosa passagem ilustrada de Ben Franklyn com a pipa, a chave e o raio na tempestade) e de ter sido um dos patronos da independência dos EUA, foi um cientista de mão cheia. E esse instituto é uma ode a sua obra. Vários experimentos podem ser feitos com ajuda de instrutores (o que faz desse museu um ímã para escolas). Há lá dentro um planetário, um telescópio para observação solar (com hora marcada), um cinema IMAX, entre outras atrações, sendo que a mais gostei foi a locomotiva real do início do século XX, que podemos entrar e simular uma manobra. Magnífico!

Philly tem ainda o Museu Rodin, com o segundo maior acervo no mundo das obras do famoso escultor, mas que infelizmente estava fechado para obras quando lá estávamos. E tem também o Please Touch Museum, que nada mais é que um museu onde, como o nome diz, é permitido tocar em tudo. Perfeito para crianças e adultos curiosos que, a exemplo do Instituto de Ciências, permite fazer várias experiências físicas.

Fique com o vídeo de nossa visita ao Museu de Artes e ao Instituto de ciências:

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ruas da Filadélfia (parte 2)


No segundo dia na Philadelphia, acordamos cedo, tomamos um ótimo e reforçado café-da-manhã no Alexander Inn (com direito a rosquinhas, cereal e toranja, a famosa grape fruit, que é azeda pra caramba e os caras comem de colher, sabe-se lá como, eu não consegui) e seguimos para o passeio pela cidade com o Big Bus Tour, um dos serviços de ônibus de turismo da cidade - exatamente aqueles que a gente vê em outros lugares mundo afora, até mesmo em Nova York.

Nós compramos o Philadelphia Pass, que dá direito a "entrada gratuita" em diversas atrações pela cidade, incluindo o passeio com o Big Bus, e descontos em outras tantas. Aqui esse passe vale muito a pena pois todos os museus nele incluso têm preço fixo de entrada, na faixa dos US$ 15 aos US$ 20. Então para uma visita de apenas um dia, onde, além do Big Bus, fomos a duas atrações, o que nos proporcionou uma economia razoável.


Prefeitura Municipal. No ato, a estátua de William Penn, fundador da cidade.
Prédio moderno no centro financeiro.

O passeio pelo Big Bus é muito bom, apesar do frio que sentimos (era final de outubro mas as temperaturas já estavam abaixo dos 10 graus célsius, mesmo com dias lindos de sol!). Com guias divertidos e bem informados, o passeio é bem agradável e relativamente rápido (ele pega todo o centro histórico e o financeiro da cidade), não dura mais do que uma hora. Uma dica é fazer o passeio todo e depois embarcar novamente no ônibus para sair onde quiser (dentre as diversas paradas que ele faz), já que o bilhete vale para todo o dia.

O legal do passeio é que podemos ver o ótimo convívio na cidade entre o novo e o antigo e como a arquitetura lá é preservada! Mesmo prédios novos têm algo de clássico, que remete ao estilo colonial  doa século XVII e XVIII presente nas construções antigas.

Antiga Penitenciária Estadual. Al Capone esteve aí!

Museu de artes da  Philadelphia.

Dentre as atrações que o passe dá direito, nós escolhemos o Museu de Artes da Philadelphia, com a famosa escadaria do filme "Rocky" e o Franklin Institute os Science (no próximo post falo mais sobre isso). Ao final do dia, como não tinhamos almoçado ainda, fomos ao Terminal Market, uma espécie de Cobal (pra quem não é do Rio, a Cobal é um mercadão com centro de gastronomia), onde fomos comer o famoso CHEESE STEAK, o sanduíche oficial da Philadelphia (que você pode encontrar em qualquer esquina, como os hot dogs em Nova York, mas aqui é o melhor, segundo vários depoimentos).

Curta ai o vídeo desse dia!


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ruas da Filadélfia


Muitos perguntaram para mim por quê escolhi essa cidade, a capital da Pennsilvânia, como destino de viagem, nem que fosse por apenas dois dias. Pois bem, se depois do post anterior, onde mostro o vídeo de nossa chegad aa cidade com várias informações históricas, você não se convencer, vou ver se consigo fazendo isso por escrito. Sem querer parecer americanófilo ou entusiasta dos EUA enquanto maior potência do planeta (algo que não sou, de maneira nenhuma), devo dizer que sempre quis conhecer a antiga capital dos EUA (e capital das 13 colônias britânicas na América), por dois motivos:

1 - sou amante de História e a Philadelphia exala história por todos os lados;

2 - queria muito, muito, muito mesmo subir correndo a escadaria do Museu de Artes da Philadelphia, como Rocky Balboa.

Sim, dois motivos bem nerds. Fazer o quê?! Esse sou eu.

As casas e prédios do centro histórico de mais de 200 anos, 
são extremamente bem conservadas  e custam uma baba para comprar ou alugar.

Liberty Center. Os USA nasceram aqui.
Liberty Bell, o Sino da Liberdade, símbolo da cidade e da Revolução.

Jefferson Medical Center. A cidade parece ser referência na área de saúde.


A Philadelphia foi fundada por William Penn, um Quacker que recebeu do rei da Inglaterra, como pagamento de dívidas do estado com seu falecido pai, terras no que seria então a Pennsilvania. Juntaram-se a eles todos aqueles quackers e outros cidadãos que eram perseguidos por sua fé na ilha de Sua Majestadade. Rapidamente a Philadelphia cresceu e se tornou capital das 13 colônicas e a segunda maior cidade do império britânico. Hoje é a segunda maior cidade da costa do Atlântico nos Estados Unidos, só perdendo para Nova York em termos de tamanho e população. Além disso, Philly, como é carinhosamente chamada por seus habitantes, desempenhou importantíssimo papel na Revolução Americana, sendo palco do primeiro Congresso Continental (que serviu de exemplo para todos os outros país no continente americano que almejavam sua independência, influenciado até mesmo os inconfidentes mineiros) e se tornando a primeira capital do país, perdendo o título para a recém fundada Washington DC em maio de 1800.

Mais informações sobre a cidade você encontra aqui, na Wikipedia.

Confiram mais um vídeo da viagem, onde nós exploramos o centro histórico a pé.

 

Curiosidade:
O nome Philadelphia vem do grego e quer dizer "Amor Fraternal", por isso Philly é conhecida como a cidade do amor fraternal. E é isso que vemos pelas ruas: um povo muito educado, prestativo e que adora receber turistas.




Site do hotel: http://www.alexanderinn.com/

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Chegando a Filadélfia

Depois de 10 horas de vôo num avião para lá de desconfortável, aterrisamos em Charlotte, Carolina do Norte, onde faríamos a imigração e pegaríamos outro vôo para a Philadelphia. Até ai nenhum problema, a não ser o fato de que o avião foi o primeiro a aterrisar aquela manhã, 20 minutos antes do previsto. Mas isso não é ótimo? você pode estar se perguntando. Seria não fosse o fato  de que os agentes da imigração só começarem o batente as 07h30. Ou seja, ficamos dentro do avião por mais vinte minutos até que os amiguinhos da imigração estivessem dispostos a trabalhar...O menos pior é que, como fomos o primeiro vôo a chegar, fomos os primeiros a serem recebidos, então não esperamos muitio na fila.

A imigração é muito simples. É o último passo para se entrar nos EUA. Os agentes não são truculentos, mas seguem o protocolo a risca. Então preencha bonitinho a ficha que te dão ainda no aeroporto, no embarque, ou dentro do avião. E responda as perguntas do agente da imigração com calma e sinceridade. Mais ou menos como você fez para tirar o visto. Uma vez passando por eles, parabéns! Você está nos EUA! Yipe-iai-yeh!

A "pipa-humana" dos irmãos Wright.

Agora, se como nós você ainda for pegar um outro vôo de conexão, fique atento aos horários. Controle-se: nada de sair para tomar café ou fumar se o vôo for dali a uma hora mais ou menos. Sair e entrar novamente na área de embarque, mesmo doméstico, é o ó doborogodó. Como você poderá ver no vídeo a seguir, nós demos mole e perdemos o vôo (muito mais porque confundimos o horário do nosso vôo para a Philadelphia).

Curta ai o vídeo de nossa chegada a Cidade do Amor Fraternal!




Dica de hotel:
Nós ficamos no Alexander Inn, um boutique hotel muito charmoso, relativamente barato (com direito a um ótimo café-da-manhã), a apenas 15 minutos de caminhada do Centro histórico. O quarto que ficamos era muito confortável e limpo, mas como dormimos com a janela aberta, tivemos na madrugada uma visita inesperada (que roeu duas barras chocolate compradas na lojinha do centro de visitantes...).

Vista de nosso quarto.

Nosso quarto no Alexander inn.